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segunda-feira, 8 de junho de 2015

SIND-UFMA ESCLARECE SOBRE A GREVE DE PROFESSORES DA UNIVERSIDADE

Pelo bem da verdade e para o esclarecimento da comunidade o SIND-UFMA vem a público esclarecer os seguintes pontos acerca da greve na UFMA:
a)    O SIND-UFMA é o sindicato dos professores da Universidade Federal do Maranhão, fundado no dia 29 de maio de 2014 por centenas de docentes, ativos e aposentados, dos campi do continente e do Bacanga que, de forma autônoma e sem constrangimentos partidários, decidiram construir um sindicato local de verdade e não uma “seção sindical” atrelado a interesses sectários e exógenos à academia. A criação de um sindicato local – coisa que os interesses partidários nunca permitiram – é uma firme iniciativa pela liberdade de organização sindical e uma resposta da base dos professores contra o sectarismo estéril e atroz assumido ao longo dos anos por aqueles que dizem nos representar. O SIND-UFMA cumpriu todos os trâmites legais e de representatividade para ser o sindicato da UFMA, o único que pleiteia registro sindical definitivo no Ministério do Trabalho. Desafiamos publicamente qualquer outra entidade a demonstrar essa representatividade junto aos órgãos legais.
b)    Como sindicato dos docentes da UFMA e não uma simples “seção sindical” de um aparelho nacional atrelada a partidos políticos, o SIND-UFMA participa de forma soberana do PROIFES - Federação de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior-, entidade nacional que há mais de dez anos congrega os sindicatos das universidades e institutos federais de todo o Brasil e que hoje representa os professores nos diversos espaços institucionais, congregando mais de 30 mil associados, sendo o responsável por conduzir as negociações da pauta de reivindicações dos professores junto ao governo federal. O SIND-UFMA está inserido num movimento nacional que busca construir sindicatos locais, livres e autônomos, representando um novo movimento sindical docente. Não aceitaremos, portanto, que os professores sejam tutelados por interesses de grupos sectários, radicais e partidarizados que há muito não representam o conjunto plural da UFMA.
c)    Com o anúncio dos cortes previstos no orçamento da educação e a decisão de contingenciamento financeiro que o Governo Federal vem impondo às universidades federais, provocando consequências diretas e imediatas na qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão, o SIND-UFMA realizou reunião no dia 1º de junho com a presença de mais de cem professores dos campi do continente e do Bacanga, na qual ficou decidido que estamos em estado de mobilização grevista no sentido de construir a assembleia geral prevista para o dia 18 de junho de 2015. Além disso, aguardaremos o posicionamento que o PROIFES recomendará a partir do dia 15 de junho, data limite exigida para recebimento da contraproposta do governo federal, para fundamentar nossa decisão.
d)    Ao decretar estado de mobilização grevista o SIND-UFMA faz a opção pela construção de uma paralisação responsável e consequente, decidindo-se por iniciar a greve (se assim for a decisão da assembleia geral dos professores), após término do semestre letivo e conclusão de projetos em andamento, no ensino, na pesquisa e na extensão, de modo a garantir que o corpo discente não seja prejudicado. Entendemos que essa é a posição mais coerente e responsável para com a comunidade universitária, que não pode ser penalizada pelo contingenciamento do governo federal nem por ações de grupos políticos sectários.
e)    Acreditamos que aqueles que lideram um movimento político sindical devem ter consciência de unir as justas reivindicações da categoria com a realidade do conjunto da universidade na qual se encontram. Não devemos e nem podemos nos colocar na posição arrogante de senhores dos destinos dos outros e da história. Um novo movimento sindical docente também necessita do sentido para o conjunto da universidade, para o que é factível, o possível, o correto aqui e agora. Portanto, convocamos todos os (as) professores (as), estudantes e técnicos administrativos para, juntos, estabelecermos novos parâmetros para a luta em defesa da UFMA e cerrar fileiras na defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade.
f)    Por indignação e por respeito aos nossos filiados e a todos os (as) professores (as), lamentamos que uma seção sindical que se autonomeia “única” representante dos professores da UFMA desrespeite e fira a dignidade de centenas de professores (as) que, de forma livre e autônoma, hoje compõem o SIND-UFMA. Importa-nos, por fim, alertar àqueles que não respeitam a pluralidade, tampouco a diversidade: senhores, nossos (as) professores (as) têm formação técnico-científica, cultural e política que os credencia a escolher por si mesmos os seus destinos.

Respeitem nossos (as) professores (as)!

Diretoria do SIND-UFMA.


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