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sábado, 18 de abril de 2015

Maranhão, um estado condenado a vender commodities – exportar riqueza e acumular pobreza

Commodities de ferro pra virar aço nos EUA

O que vem acontecendo com redução da produção da Alumar e o desmonte das guserias do Maranhão já era esperado.  Quem se submete ao mercado de commodities, seja de alumina, ferro gusa ou grãos está sujeito as variações que esse tipo de negócio proporciona nos países em desenvolvimento. Me diga o que mudou para melhor na economia do Maranhão depois da chegada do Projeto Carajás. Já se foram  30 anos! Ficamos mais pobres!
Agora não adianta ficar chorando a saída Alumar e outra empresas dessa atividade. Elas operam assim mesmo. Sugaram o máximo que puderam do Maranhão(recursos naturais e mão de obra)  depois vão embora, em busca de outros mercados virgens.
 Até agora não tivemos um governo no Maranhão com uma política econômica sustentável sólida, a longo prazo, que não permitisse a fuga  desenfreada   dessas commodities. Vale uma reflexão profunda.  Quantas fábricas de alumínio temos no Distrito Industrial de São Luís? Nenhuma! Nunca existiu uma política de estado para atentar para esse problema. Um fabricante de panelas de fundo de quintal que queira montar um pequeno negócio tem que comprar o produto de São Paulo. Acredite: o alumínio comprado em  São Paulo (que sai do Maranhão) é mais barato do que o produzido aqui. Tendo uma Alumar na porta de casa.
Ministro Mangabeira Unger 
Essa semana visitou o Maranhão o ministro de assuntos estratégicos Mangabeira Unger. O ministro do Governo Dilma(PT)  ao invés de apontar os rumos do desenvolvimento do estado, fez foi  se rasgar em elogios ao Maranhão como se aqui estivéssemos vivendo um eldorado. “O Maranhão está na vanguarda do desenvolvimento da Região Nordeste", disse o ministro.




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