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sexta-feira, 6 de março de 2015

Raposa cuidando do galinheiro - presidente da CPI tem 25 anos e foi financiado por empresas que ele vai investigar

O líder do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ), anunciou nesta segunda-feira, 23, que o partido ficará com a presidência da CPI da Petrobras e o nome indicado para o cargo é o do deputado Hugo Motta (PMDB-PB). Ele tem apenas 25 anos de idade e recebeu financiamentos eleitorais de empresas que a comissão deve investigar.
Hugo Motta teve R$ 455 mil (61%) dos R$ 742 mil de sua campanha custeados indiretamente por duas empreiteiras suspeitas. Foram R$ 255 mil da Andrade Gutierrez, via diretórios estadual e nacional do PMDB e por um repasse da campanha do  candidato a deputado estadual Nabor Wanderley Nóbrega Filho (PMDB-PB). Outros R$ 200 mil vieram da Odebrecht, repassados a Motta pela direção nacional do PMDB. A maioria das doações foi feita de forma indireta: as empresas doaram para partidos e outros candidatos, que repassaram os recursos para os deputados ou custearam peças publicitárias conjuntas. A manobra é legal.
A CPI inicia as atividades nessa quinta-feira, 26, com a indicação dos partidos para as demais cadeiras do colegiado e da mesa. A tendência é que a vice-presidência fique com o PSDB e a relatoria, com o PT. Os nomes que circulam para os respectivos cargos são o do ex-líder Antonio Imbassahy (PSDB-BA) e do ex-ministro de Relações Institucionais Luiz Sérgio (PT-RJ).
"Está definido que a presidência será do deputado Hugo Motta. Queremos a presidência para ditar o ritmo da CPI e que ele seja célere porque interessa à sociedade. A Petrobras está sangrando a cada dia", afirmou Picciani. Além de Motta, por parte do PMDB também deverão compor o colegiado os deputados Edio Lopes (RR), Lelo Coimbra (ES), Darcísio Perondi (RS) e Celso Pansera (RJ). Um quinto nome ainda deve ser definido até terça-feira, 24.


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