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quinta-feira, 26 de março de 2015

Margusa encerras suas atividades no Maranhão - empresa fecha as portas demitindo 500 trabalhadores


Após 17 anos em operação produzindo ferro-gusa no município de Bacabeira, a Margusa encerrou suas atividades e mais de 500 trabalhadores diretos perderam o emprego. A empresa se junta à Companhia Siderúrgica do Maranhão (Cosima), em Pindaré-Mirim, e Ferro Gusa do Maranhão (Fergumar), em Açailândia, que paralisaram as atividades por causa da crise do setor.
A Margusa, que produzia em torno de 240 mil toneladas por mês, funcionava com dois altos-fornos. Mas a empresa não suportou o agravamento da crise que vem se arrastando desde 2008, sendo obrigada, então, a paralisar suas atividades por causa da falta de mercado para o ferro-gusa, matéria-prima do aço, e também pela baixa no valor do produto.
Segundo o secretário do Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Estado do Maranhão (Sifema), Cláudio Azevedo, para cada emprego gerado na siderúrgica, cinco são criados em outras áreas da cadeia produtiva – plantio e colheita de eucalipto, produção de carvão, transporte. Ou seja, cerca de 2.500 empregos diretos indiretos foram eliminados.
Ontem, Cláudio Azevedo estava em Açailândia, onde a crise também se agrava. Ainda estão operando, mas com apenas 30% de sua capacidade produtiva, as siderúrgicas Gusa Nordeste, Viena, Pindaré e Guarani (antiga Simasa).
Demissões – De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Açailândia e Região (Stima), desde janeiro mais de 150 empregados foram demitidos pelas guserias instaladas no município.
“O polo siderúrgico de Açailândia possuia, em 2007, em torno de 6 mil empregados diretos. Com a crise [iniciada em 2008], esse número caiu para 3 mil e hoje tem pouco mais de 2.200 empregados de forma direta”, contabilizou o presidente do Stima, Jarles Adelino.
Com edição



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