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segunda-feira, 30 de março de 2015

Incra/MA reúne-se com movimentos sociais e anuncia medidas para qualificação dos assentamentos

Com o objetivo de construir um planejamento participativo com os movimentos sociais ligados aos trabalhadores rurais, a direção da Superintendência Regional do Incra no Maranhão reuniu-se, nesta quinta-feira (26) com coordenadores do Movimento Interestadual das Quebradeira de Coco Babaçu (MIQCB) e Associação em Áreas de Assentamento no Estado do Maranhão (Assema). Essa reunião fez parte das novas diretrizes adotadas pela autarquia no estado.

Na ocasião, o superintendente regional do Incra/MA, Jowberth Alves, falou das principais linhas de atuação do Instituto na sua gestão, entre elas, o diálogo e a participação ativa dos movimento sociais na elaboração do planejamento do órgão. “Vamos instalar uma mesa de discussão periódica para planejamento e avaliação das ações”, afirmou o superintendente

Outros pontos apresentados para a condução da reforma agrária no Maranhão foram a qualificação dos projetos de assentamento, o georreferenciamento e a ampliação de parcerias com o Governo do Estado. “Uma das nossas metas é iniciar este ano o georreferenciamento dos assentamentos, definindo os lotes, para que se tenha um cenário real e, assim, fazer um planejamento mais eficiente“, afirmou o superintendente, acrescentando que “queremos com essas medidas  levar políticas públicas para o maior número de famílias possíveis”.

A partir daí, o MIQCB e a Assema, entidades ligadas às mulheres rurais, foram convidados a apresentarem suas demandas para discussão e inclusão no planejamento do Incra/MA. Algumas ações foram sugeridas para atuação conjunta, entre elas: Implantação de infraestrutura nos assentamentos, como estradas, habitação e água; o acesso a crédito agrícola; Pronaf Mulher e a educação via Programa Nacional de Educação na Reforma agrária (Pronera). 

A coordenadora da Assema, Silvanet Matos Carvalho, disse ser interessante a proposta do Incra e falou de alguns projetos de desenvolvimentos que a entidade já realiza nos assentamentos. “Vamos filtrar essa proposta no movimento e ver o que o Incra pode estar caminhando conosco”, afirmou.

Já a representante do MIQCB e coordenadora da Cooperativa Interestadual de Mulheres quebradeiras de Coco Babaçu (CIMQCB) com atuação na Baixada Maranhense, Maria do Rosário Soares Ferreira, citou as questões enfrentadas por comunidades quilombolas, entre elas Bom Jesus, no município de Matinha. “Muito boa a proposta apresentada e a abertura que o Incra está dando para se discutir os problemas”, disse a coordenadora, destacando a necessidade de regularização de territórios quilombolas e a importância da preservação dos recursos naturais da Região.


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