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terça-feira, 10 de março de 2015

Contas da atual gestão do Sindeducação são aprovadas com ressalvas


As contas da atual gestão do Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Municipal de São Luís (Sindeducação), referentes ao exercício de 2013, foram aprovadas com ressalvas em assembleia geral realizada pela entidade no último dia 6. O relatório contábil apresentado pela diretoria do Sindeducação, há quase dois anos e meio presidido pela professora Elisabeth Castelo Branco, foi considerado superficial, tanto que os educadores presentes exigiram a apresentação de um balancete mensal mais detalhado em um prazo de 30 dias.
Presidente Elisabeth Castelo Branco preferiu dar mais ênfase a fatos relacionados à gestão anterior
A aprovação das contas com restrição foi um duro golpe na atual direção do sindicato, que desde que assumiu, em 30 de novembro de 2012, vem pregando a moralidade administrativa. Conforme comprovou o relatório contábil do primeiro ano de gestão, a prática não vem fazendo jus ao discurso.
Para desviar o foco das pendências verificadas nas contas da sua gestão e atenuar o mal-estar provocado pelas ressalvas, a atual direção do Sindeducação deu muito mais ênfase, na divulgação do resultado da assembleia, a fatos relativos à administração anterior, que tinha à frente a professora Maria Lindalva Batista. Em vez de apresentar justificativa convincente à superficialidade da sua prestação de contas, a presidente Elisabeth Castelo Branco e demais membros da diretoria preferiram se reportar, com riqueza de detalhes, a falhas atribuídas à gestão passada.
Tanto que a matéria publicada no site do sindicato é introduzida pelo título “Auditoria aponta indícios de corrupção na gestão passada do Sindeducação”. Já a informação referente à aprovação da prestação de contas de 2013 com ressalvas foi resumida em meras quatro linhas (duas no primeiro parágrafo e outras duas no penúltimo).
Na intenção de encobrir os próprios erros, a atual gestão do Sindeducação adotou como tática o ataque à administração anterior, como se os malfeitos do passado, nesse caso, justificassem os erros e omissões do presente. Para os mais atentos  a artimanha não colou.
Os educadores, principalmente os filiados ao sindicato, aguardam com expectativa a apresentação do balancete mensal mais detalhado e exigem o cumprimento do prazo de 30 dias acertado. Aí sim conhecerão, de fato, quem os está representando.
Blog do Daniel Matos


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