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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Presidente da Fiema defende parcerias para acelerar o desenvolvimento do Maranhão

Baldez, defende parcerias
O Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão, Edilson Baldez das Neves (foto), ao encerrar na ultima sexta-feira a segunda edição do “Indústria de Talentos”, evento que serviu para discussões sobre educação e inovação para o atendimento de mão de obra qualificada e incentivo a novas tecnologias no Maranhão, ressaltou o desafio do Sistema Fiema em qualificar profissionais como forma de colaborar com o desenvolvimento do estado e ajuda-lo a atrair novos empreendimentos. 

Segundo Edilson Baldez, as ações do “Indústria de Talentos” mostraram que o Sistema Fiema dispõe de ferramentas para dar suporte ao desenvolvimento da indústria e oferecer oportunidades para os maranhenses participarem do crescimento da economia do Maranhão. “Nosso propósito é contribuir efetivamente com o crescimento econômico, qualificando os maranhenses para atuarem na indústria e consequentemente melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores”.

Após três dias de intensa movimentação de estudantes, professores, empresários nos stand’s montados no retorno da Cohama, o presidente falou com exclusividade ao Jornal Pequeno sobre o que está sendo o ano de 2013 para o empresariado maranhense do ramo industrial e o que esperam para 2014, ano de Copa do Mundo, sucessão nacional e estadual.

Para Baldez, o ano que está indo embora foi razoável, deu para o empresário escapar, uns com prejuízos maiores, outros menores, mas ele adverte que foi um período de reflexão, de instalação de projetos maiores, de restruturação das empresas e deu a oportunidade do Sistema Federação das Indústrias ampliar as suas instalações e preparar os professores para a demanda de 2014.

“2013 foi a oportunidade que tivemos de atender as demandas das empresas, então acho que está sendo um ano promissor em todos os sentidos, não só pelos resultados diretos do que produzimos, mas muito mais pela conscientização por parte do poder público e privado de que agente tem que dar as mãos para investir, quer na formação de mão de obra, quer na instalação de numa logística melhor, quer no próprio desenvolvimento de talentos e inovação para que as empresas se tornem mais competitivas e o estado possa exportar muito mais do que importar produtos manufaturados”, observa.

Apesar das dificuldades vividas pelo setor industrial, Edilson Baldez acredita que 2014 será muito melhor que 2013 em decorrência do empresariado ter feito o dever de casa, ter preparando um grande número de mão de obra para o mercado e da consolidação de empreendimentos como o da mineradora Vale, que está ampliando sua capacidade de embarque; da Suzano, que começa operar ainda este ano, assim como muitos outros projetos foram consolidados e vão começar a produzir a partir de 2014.

“Eu acho que paralelamente a construção de novos projetos, esses já vão começar a produzir e, consequentemente a nossa balança vai melhorar”, acredita o dirigente empresarial. Ele adverte, porém que ainda falta muita coisa para que o estado possa atrair grandes investimentos, entre os quais destaca a falta de infraestrutura e logística em todos os sentidos.

“Está faltando um entendimento melhor, precisamos criar condições, oferecer o que for possível, para que outros projetos possam se implantar aqui, porque hoje existe uma guerra entre os estados e quem tem condições de oferecer melhor estrutura, melhor mão de obra qualificada é que leva vantagem, pois o capital vai na direção onde for mais receptivo para ele. É um capital que circula e vai na direção que for melhor, então nos temos que criar essa consciência de oferecer melhores condições porque o estado só pode crescer se ele produzir e gerar riqueza para o seu povo. Para mim, a única maneira de desenvolver o nosso povo e com educação e trabalho”, defende.

Dentro do contexto, o presidente da Fiema diz que a entidade também fez o dever casa e que seu principal desafio foi iniciar a restruturação das instalações e laboratórios, requalificar os professores e instrutores do sistema e ampliar a conscientização do empresariado de que tem que ir para dentro da Federação, levar seus problemas e discutir com o coletivo. “É esse o objetivo dessa Casa. O empresário tem que se sentir dono dessa Casa, aproveitar essa abertura que nós temos para que ele possa contribuir e agente possa servir melhor, produzir mais mão de obrar e levar os pleitos e os anseios do empresário aos órgãos públicos, mas para isso é preciso primeiro que ele acredite nisso, acredite em si, na sua entidade de classe, que é possível, com a sua participação, tornar o Maranhão um grande estado”, defende.

Refinaria Premium – A reportagem do Jornal Pequeno quis saber do presidente da Fiema se ele acredita na instalação da Refinaria Premium, prometida pela Petrobrás para Bacabeira, e ele respondeu que acredita porque trata-se de um empreendimento que interessa ao Brasil e não aos empresários como querem deixar transparecer alguns.

“Eu acho que a refinaria interessa mais ao Brasil. Interessa também ao Maranhão porque algumas indústrias vão vir para cá, mas nós que já estamos instalados aqui não teremos ganho direto, a não ser algumas empresas que vão trabalhar na instalação do empreendimento. As vezes ficam com a ideias de que o setor industrial está interessado e eu quero dizer que quem está interessado e precisando de refinaria é o país”, opinou.

Para Edilson Baldez, a refinaria é importante porque o Brasil está exportando óleo bruto barato e importando refinados, caro, e que há necessidade de construir o empreendimento seja no Maranhão, Ceará ou Pernambuco, mas que vai depender da capacidade de investimento da Petrobrás. “Eu só acredito nessa refinaria se tiver uma parceria privada, se criarem condições da empresa acreditar e vir fazer os investimentos junto com a Petrobras. Eu tenho a convicção de que ela virá, se não agora será no futuro, mas eu acredito que ela virá”, afirma.

Parceria Público Privado – Embora o governo federal incentive as PPP’s – Parceria Público Privado – no Maranhão não se tem conhecimento de nenhuma parceria que tenha sido efetivada e o presidente da Fiema acredita que o maior entrave seja o próprio governo. Para ele, o estado deveria ser um indutor, normatizador, mas quer fazer o papel do empresário sem ter competência para fazer isso.

No entendimento do dirigente empresarial, o estado deve fazer sua gestão pública, preparar as normas e dar segurança jurídica, porque o empresário vem de qualquer parte do mundo fazer investimento se existir o mínimo de segurança. 

“Esse é um problema crônico do nosso estado, do país e nós precisamos discutir, por isso eu tenho insistido muito que tem que haver uma aproximação do setor público com o privado, infelizmente o governo ver o empresário como adversário, como alguém que não é útil para o país, mas quero advertir que sem o empresário, sem a empresa privada produzir, o país não vai a lugar nenhum e nem o estado vai a lugar nenhum. Matar o empresário é o mesmo que quebrar os ovos da galinha de ouro”, adverte.

Edilson diz que desde o primeiro dia que assumiu a direção da Fiema tem chamando o poder público para discutir e encontrar caminhos que levem ao desenvolvimento do Maranhão, por entender que todos os estados se desenvolveram a partir da aproximação do publico com o privado.

“Foi com parcerias firmes, definitivas e prolongadas que eles se desenvolveram. Nós não precisamos mais inventar a roda, já sabemos o caminho, agora está faltando aos políticos, empresários, entidades representativas da sociedade nos conscientizar disso, descer das tamancas e botar o pé no chão que encontraremos a solução para o desenvolvimento do estado do Maranhão”, defende.
*Jornal Pequeno


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