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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Tragédia Humana Maranhense – Governo do Estado inaugura o Tegram, uma máquina de moer gente

cortadores de cana maranhense em São Paulo
As commodities de petróleo fazem estrago na África e nos países árabes. É a ação  cruel do imperialismo.  Aqui no Maranhão são as commodities agrícolas que exercem a mesma função. Expulsar os trabalhadores rurais para os bolsões de miséria dos grandes centros urbanos. Só os barões do petróleo e do agronegócio têm qualidade vida, em  detrimento do restante da população. É a forma mais brutal do capitalismo selvagem.
 Aqui no Maranhão acabamos de inaugurar pela presidente Dilma Rousseff(PT) e o governador Flávio Dino(PCdoB)  o Terminal de Grãos do Maranhão. O Tegram é para  acelerar ainda as exportações de commodities agrícolas. Veja a importância do terminal para a pequena agricultura. Vamos a um exemplo:  um pequeno produtor que tenha uma área de 50 hectares. Que ele queira plantar para o consumo e restante para vender. Na sua área, ele dividiu  com as culturas de arroz, feijão, milho e mandioca.  O restante da produção ele precisa vender para sustentar a família e custear a próxima safra. Aí é onde se encontra o principal  gargalo: a comercialização.

máquina moderna tomou emprego dos maranhenses
Como vender o produto no mercado onde quem dita o preço são as grandes commodities agrícolas que produzem em grande escala, - com menor custo, exclusivamente para a exportação? O pior de tudo que não existe uma política do Governo Federal e nem Estadual para subsidiar a pequena  produção. O pequeno agricultor fica desprotegido  jogado a própria sorte na lógica do mercado. Na guerra dos leões e tubarões da agricultura só eles conseguem preços melhores na hora de comprar os insumos. Quem adquire  em grande quantidade, o preço sai mais em conta.  Então o preço do  produto final do pequeno agricultor   é muito maior.  Qual a saída? Vender sua terra!
Dilma inaugura Tegram
Quem visita a zona rural dos municípios maranhenses é notório de ver como a grande agricultura (sem a proteção do pequeno), acabou com a pequena produção de alimentos. Hoje só encontramos   na zona rural maranhense, velhos e crianças. A tragédia humana da falta e oportunidade expulsou todo mundo para os grandes centros urbanos. Não vejo lá muita diferença entre os retirantes maranhenses que cortavam cana em São Paulo   e os povos da África e os árabes  que se jogam a própria sorte no Mar Mediterrâneo para tentar chegar à terra prometida.
retirantes no Mar Mediterraneo
Aqui no Maranhão os nossos retirantes têm um agravante. O emprego de cortador de cana em São Paulo foi substituído por modernas máquinas agrícolas  que fazem o serviço com mais economia para aumentar o lucro agronegócio. No Leste Europeu o retirante, vencendo a polícia de fronteira, ainda tem a luz que mantem viva a luta por dias melhores: a esperança.


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