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domingo, 3 de maio de 2015

Nair Portela e comunidade da UFMA participam do Dia Nacional de Mobilização pela Educação Pública

Muitas bandeiras, discursos, palavras de apoio e até uma pequena banda orquestrada pelos estudantes marcaram o Dia Nacional de Mobilização pela Educação Pública, na última quinta-feira, na Universidade Federal do Maranhão (Ufma). A manifestação foi organizada pelo Sindufma, Sintema, DCE Ufma e Assuma com participação de alunos, professores e funcionários que protestaram contra o contingenciamento orçamentário adotado pelo governo federal e a aprovação do PL 4330, que retira direitos de trabalhadores ao permitir a terceirização sem limites, em todas as funções de qualquer empresa e setor.

O contingenciamento orçamentário tem refletido na falta de recursos nas universidades e causado preocupação na comunidade acadêmica. A decisão de congelar um terço das despesas de todo o governo, atingiu majoritariamente a pasta da Educação, com um corte de R$ 600 milhões por mês. Entre as medidas em análise está a suspensão de contratos ou cortes parciais de recursos. A situação financeira da Ufma, como em todas as IFES no país, pode ficar difícil, com o orçamento insuficiente para bancar as despesas da instituição.

O secretário geral do SINDUFMA, Cristiano Capovilla, justifica o movimento. “Exigimos que parem com os cortes de verbas. Na Ufma foram cortados 10 por cento do orçamento previsto anualmente. O ensino, pesquisa e extensão são diretamente afetados, além da  conclusão de obras de infraestrutura e compra de equipamentos que ficam comprometidos”, disse. Para Capovilla o governo pode conseguir  “parte desses recursos pela regulamentação da taxação das fortunas que está prevista na Constituição. O cálculo anual dessas taxas corresponde a 14 bilhões de reais”, concluiu.

A diretora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), professora Nair Portela, acompanhou o movimento ativamente. Ela enfatizou que as universidades já estão deficitárias e que os cortes de recursos podem influenciar na qualidade dos serviços que esses profissionais vão prestar à sociedade. “Estamos aqui em favor da valorização e respeito pela educação e pelos profissionais da educação em todos os níveis. A educação no Brasil deve ser financiada de forma adequada e justa. A aplicação destes cortes provoca queda crescente e rápida na qualidade do ensino. Isto significa a desestruturação de todo o sistema educacional. Temos a preocupação imediata com a manutenção dos hospitais universitários e com investimentos em equipamentos. É um setor de suma importância para atender a população”, completou.


O estudante de filosofia e presidente do DCE, Kleysson Moreira, também participou da manifestação acompanhado de dezenas de colegas. “Temos de entender a importância da nossa unidade pela luta a favor da educação pública, que não é um gasto, é um investimento. A Universidade, junto com as centrais sindicais, está aqui pela pauta do dia, que é lutar pela garantia do melhor para a educação”.


É preciso avançar
É comum entre professores, funcionários e estudantes o comentário sobre o desenvolvimento da Ufma e todos temem uma estagnação. O professor Fábio Palácio do curso de Comunicação Social lembrou que, “a Ufma vem se desenvolvendo nos últimos anos e este crescimento está ameaçado pelo fato de que o governo federal quer jogar cortes dos ajustes fiscais nas costas dos trabalhadores e estudantes, a consequência disso é a descontinuidade em programas de ensino, pesquisa e extensão”, disse.

O professor Alan Kardec Barros do curso de engenharia elétrica defende a organização da luta. “Nossa mobilização é pela defesa da educação e contra o contigenciamento de recursos e a terceirização do trabalho”.

Estudantes do Campus de Pinheiro dos cursos de Enfermagem, Educação Física, Ciências Humanas e Ciências Naturais vieram em caravana para engrossar a manifestação. “Para nós é de suma importância participar da luta pela qualidade do ensino. Queremos mais espaço físico, equipamentos, laboratórios e acervo bibliotecário. Nossos professores estão sobrecarregados. Temos de exigir do governo investimentos na qualidade da educação porque nós vamos devolver em forma de serviços à sociedade”, disse a presidente do Diretório Acadêmico de Enfermagem, Maryjane Cruz.

A presidente da Associação dos Amigos da Ufma, Graça Ferro, participou da manifestação com um discurso de apoio e distribuindo panfletos.


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