segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Entrevista: José Reinaldo Tavares

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Apontado como o grande articulador das duas derrotas eleitorais impostas ao grupo Sarney no âmbito do Governo do Estado (com Jackson Lago e agora com o governador Flávio Dino), o ex-governador Zé Reinaldo (PSB) assegura que nunca temeu o ex-presidente José Sarney no auge do poder, muito menos agora que não consegue nomear ninguém no Governo Federal.
“Não fez ministro, não fez nada e no PMDB, quem não tem mandato é devorado”, revela.
Revela também que sempre foi perseguido pelo grupo Sarney. “Desde que rompi com o grupo Sarney, em 2004, eu nunca mais tive paz na minha vida. É um ódio, uma perseguição sem parar. Eu soube que o Sarney andava pelos tribunais atrás de processos contra mim; queria porque queria, mas eu sempre me defendi e nunca fiz nada errado”, conta.
Zé Reinaldo, que em fevereiro assume o mandato de deputado federal e depois o cargo de secretário de Minas e Energia, defende o Governo Flávio Dino dos ataques irados da mídia sarneizista e a candidatura do deputado eleito Humberto Coutinho (PSB) a presidente da Assembleia Legislativa, por ser experiente e equilibrado. “Ele é o candidato do governador e o meu também”, assegurou.
Sobram duras críticas para o Estado endividado deixado pela ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). “A Roseana, que era a estrela da companhia, fez um governo desastroso, omisso; não sei o que ela estava fazendo esse tempo todo e agora está morando lá fora, se esbaldando. Mas pelos problemas que deixou por aqui, ela vai ter responder um dia”, disse.
A seguir a entrevista, na qual o futuro secretário detalha os projetos que pretende colocar em prática e outros temas
JORNAL PEQUENO – Qual é a radiografia da secretaria?
ZÉ REINALDO – Na realidade, a secretaria é muito pequena, o Estado não dava espaço para energias renováveis, como o gás natural, a eólica, a solar, a biomassa. E também não dava a mínima para os recursos minerais do Estado. O governador Flávio Dino quer que a gente explore os recursos naturais. O gás, por exemplo, se for bem explorado, pode gerar desenvolvimento industrial.
JP – As reservas são gigantescas?
ZR – As reservas não são a metade da Bolívia como vendiam, mas dão para ajudar a desenvolver o Maranhão. O problema é que a reserva foi entregue a empresas do Eike Batista, uma trabalhando para a outra, torrando o gás todo em termoelétricas, que não deixam absolutamente nada.
JP – Por ser uma tecnologia ultrapassada e poluidora?
ZR – Além disso, não deixam nada em termos de geração de emprego, nada. Estamos estudando muito isso, com as sucessoras do Eike Batista, a Parnaíba Gás Natural e a Eneva, que  são constituídas por fundos financeiros. Essas empresas têm obrigações a cumprir, dentro desses acordos que foram feitas, até meados do ano que vem. Só depois disso que vamos poder ter a disponibilidade de gás. Vamos fazer um gasoduto, ligando a região produtora, de Santo Antônio dos Lopes até o Porto do Itaqui, seguindo a linha ferroviária para apoiar as empresas que se localizarem nesse trecho todo. A vantagem do gás do Maranhão é por conta de sair pela metade do preço que é vendido pela Petrobrás para o Nordeste.
JP – Qual é a meta?
ZR – A intenção é atrair grandes empresas e transformarem o Estado, colocando o Maranhão no nível tecnológico que hoje não tem. Implantado no Estado é capaz de fazer o desenvolvimento autossustentável nessa área industrial e tecnológica.
JP – Que outro projeto pode ser destacado?
ZR – Existe a previsão de instalação de um projeto na área de energia eólica nos Pequenos Lençóis, entre Barreirinhas e Tutóia. É um projeto que está bem desenvolvido, mas parou porque não tem dinheiro. Como o Eike Batista quebrou, o BNDES parou de financiar. Mas o projeto é tão bom que não haverá dificuldade para arranjar novos recursos. Assim vamos atrair mais investimentos para produção de energia eólica, por ser cada vez mais competitiva em termos financeiros e porque é uma energia limpa. Temos um litoral grande, mas o Maranhão não possui o mapa geral de seus recursos eólicos, vamos ter que fazer isso.
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JP – E em relação à energia solar?
ZR – É a mesma coisa. O Maranhão tem condições excepcionais de produção e vamos lançar um programa, que deve se chamar de Maranhão Solar, para atrair empresas, fábricas e empresas produtoras de energia solar. Temos regiões na área do semiárido que são muito apropriadas para a geração de energia solar. Vamos criar grandes plantas de produção desse tipo de energia. Temos também a biomassa, principalmente para os pequenos produtores, o aproveitamento do babaçu, para produzir energia renovável.
JP – Mudando um pouco para a política: pode-se dizer que agora foi sacramentado o fim do grupo Sarney com a vitória do governador Flávio Dino?
ZR – O Sarney vai ser um homem de prestígio até morrer, sem dúvida nenhuma, agora poder é uma coisa diferente. Agora o poder que ele teve para atrapalhar o meu governo e para bloquear no Governo Federal, tudo que era investimento para o Maranhão, e para impedir a vinda para cá da siderúrgica Baosteel, além de ter acabado com o governo Jackson, esse poder ele não terá mais.
JP – Até cassou o mandato do governador…
ZR – Esse poder ele não terá mais. Aquilo foi uma aberração institucional, inexplicável que acontecesse num país democrático. Esse poder ele nunca mais terá, até porque ele não tem mais as boas graças da presidente Dilma.
JP – Está tão fraco que não fez nenhum ministro.
ZR – Não fez ministro, não fez nada e no PMDB, quem não tem mandato é devorado. Com o Lula, ele vai sempre ter, mas com a presidente Dilma,  não acredito que venha a ter esse prestígio. Mas ele teve um poder muito grande que poderia ter transformado até o Maranhão. O lamento é esse.
JP – Foi até presidente da República.
ZR – Quando foi presidente da República, teve tudo para mudar o Maranhão, mas não o fez. O Antônio Carlos Magalhães não foi nem a metade do que ele foi e transformou a Bahia. Aqui, o Sarney fez foi aprofundar o Maranhão na miséria e na pobreza. O domínio do grupo Sarney no Maranhão foi baseado no triple pobreza, fome e alta corrupção. De forma que isso foi que aprisionou a população do Maranhão e a deixou carente. Quando eu assumi o governo, por exemplo, não tinha ensino médio em 158 municípios. Era uma coisa premeditada. Então, eu não vejo mais o Sarney com a força e a capacidade de atrapalhar o governo Flávio Dino.
JP – Além disso, o governador é jovem, dinâmico e preparado.
ZR – O governador Flávio é um homem de muito prestígio, bem relacionado, muito respeitado. De forma que atacar um homem desses, honesto, probo e cuidadoso com a coisa pública, é extremamente difícil. O Sarney não tem mais condições de se impor aqui como grupo.
JP – E a ex-governadora Roseana?
ZR – A Roseana, que era a estrela da companhia, fez um governo desastroso, omisso; não sei o que ela estava fazendo esse tempo todo e agora está morando lá fora, se esbaldando.  Mas pelos problemas que deixou aqui ela vai ter responder um dia. O grupo Sarney foi se fechando em torno da família, então o pessoal que foi chegando por último, como se fizesse parte do grupo Sarney, era quem não tinha para onde ir, mas não tinha amor algum pelo grupo. Nem o respeitava mais. Vejo nesse aspecto político que o Maranhão é outro mesmo. Existem tantos jovens de muito talento, que querem ascender à política, que podem ter um futuro brilhante na política.
JP – O senhor, que sofreu uma campanha sistemática quando foi governador, pressente que isso pode ocorrer em relação ao governador? A promessa também é de que virá chumbo-grosso, pelo que se viu nos primeiros dias de governo.
ZR – Desde que rompi com o grupo Sarney, em 2004, eu nunca mais tive paz na minha vida. É um ódio, uma perseguição sem parar. Eu soube que o Sarney andava pelos tribunais, atrás de processos contra mim; queria porque queria, mas eu sempre me defendi e nunca fiz nada errado. Vou atravessando, com muita dificuldade, mas vou atravessando. E a Justiça sempre prevalece. Não tenho medo de enfrentar o Sarney. O enfrentei quando era o super poderoso. Vejo para ele um final difícil, porque era um homem extremamente poderoso, que se via cercado e vai ter que se preparar psiquicamente para esses tempos que virão para todos, principalmente para ele que era super poderoso.
JP – O Governo Flávio Dino também já enfrenta uma campanha cerrada.
ZR – É uma marcação cerrada feita pela mídia sarneizista, inconsequente, sem escrúpulos, mas eles se queimam por si só, porque a população sabe que propagam mentiras. Mas o governador é um homem preparado, que possui experiência nas áreas jurídicas, legislativa e administrativa para fazer um governo excelente. Nesses primeiros dias já vimos uma série de medidas que seguramente ajudarão a retirar o Maranhão do atraso.
JP – Como o senhor avalia a pré-candidatura do deputado eleito Humberto Coutinho a presidente da Assembleia?
ZR – O deputado Humberto Coutinho é tarimbado, tem experiência e possui plenas condições de ser presidente da Assembleia. Ele é o candidato do governador Flávio Dino e o meu também. Com certeza vai ser eleito para realizar uma gestão equilibrada e boa para a Assembleia e para o Maranhão.

Governo apresenta metas da Caema em Santa Inês

O planejamento das ações e programas da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) previstos para a unidade de Santa Inês, em 2015, foi apresentado na última semana aos gestores e técnicos da regional. O presidente da Caema, Davi Telles, discutiu como será o desenvolvimento do Programa Água para Todos, que integra as metas da administração estadual apresentadas pelo governador Flávio Dino.
“O Água para Todos e o Programa Mais IDH são prioridades na mudança radical do índice de desenvolvimento humano das 30 cidades com os piores indicadores sociais do Maranhão. Nossa meta com o programa é garantir água e banheiro na casa de todos os maranhenses”, explicou o presidente da Caema.
Davi Telles enfatizou que assumiu a presidência da Caema com a missão definida pelo governador Flávio Dino de impedir que a companhia seja privatizada e com a obstinação em melhorar as condições de trabalho. Ele ressaltou que a companhia possui muitos problemas, mas que a gestão estadual está trabalhando para mudar essas condições.
“Precisamos estabelecer uma política de convergência que torne comum os nossos objetivos. Entre nossas metas, vamos recuperar os equipamentos, valorizar os trabalhadores”, esclareceu o presidente.
Ele definiu a unidade de Santa Inês como estratégica para as mudanças necessárias e informou que será garantida condições de trabalho aos servidores. O presidente da Caema afirmou que o Estado pretende revolucionar o saneamento ambiental do Maranhão buscando recursos no Banco Mundial, Ministério do Turismo, Ministério do Meio Ambiente e em outras fontes para além do binômio PAC/BNDES.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Prefeito Edivaldo prestigia posse da nova diretoria do Sebrae


O prefeito Edivaldo participou na noite desta quinta-feira (8) da posse da nova diretoria do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que será conduzida no quadriênio 2015-2018 pelo empresário Edilson Baldez. Edivaldo destacou que o Sebrae tem sido um aliado da Prefeitura durante a gestão, principalmente em ações que visam promover a competitividade e o desenvolvimento dos pequenos negócios e o fomento do empreendedorismo.
"Nós estamos prestigiando a posse de um companheiro, um amigo, que é Edilson Baldez. Ele já vem fazendo um excelente trabalho à frente da Fiema, que também tem sido uma parceira da Prefeitura. Nós esperamos e desejamos que essa parceria que já vem acontecendo seja mantida para os próximos anos", disse Edivaldo. 
Edilson Baldez substitui o empresário Cláudio Azevedo. Na cerimônia, realizada no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, também tomaram posse os membro da Diretoria Executiva da instituição, João Batista Martins, José Ribamar Morais e Rachel Miranda. 
No discurso de posse, o novo presidente disse que irá unir Fiema e Sebrae com outras entidades, como os poderes públicos municipal e estadual, com o objetivo de promover o desenvolvimento do Estado. "Faremos novas parcerias não só com a Prefeitura de São Luís, mas com todas as prefeituras do Maranhão. A palavra de ordem é parceria. Através delas, a gente pode realmente ter mais força e mais recursos para dar resposta às necessidades", enfatizou Edilson Baldez.
O evento contou com ampla presença das classes política e empresarial, além de outras autoridades. A importância das parcerias foi destacada também pelo governador Flávio Dino. "Este é um setor decisivo para a economia maranhense, pois estamos falando de 180 mil empresas. Por isso mesmo, é importante garantir as parcerias", disse.
Além da unidade para desenvolvimento conjunto, foi defendido ainda o fortalecimento do programa de compras governamentais para o crescimento das micro e pequenas empresas.

A primeira-dama, Camila Vasconcelos, os secretários municipais Batista Matos (Comunicação), Cursino Moreira (Planejamento), Geraldo Castro Sobrinho (Educação), Lula Fylho (Governo), e o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Marlon Botão, acompanharam o prefeito na cerimônia.



UFMA implanta Licenciatura em Educação do Campo em Bacabal


SÃO LUÍS - Alimentar a utopia de um mundo melhor e mais qualidade de vida para milhares de jovens que vivem no campo. Com esse propósito e o entusiasmo de quem vê seu sonho se tornar realidade, a estudante Adriane Costa era uma das mais empolgadas na aula inaugural da licenciatura em Educação do Campo, que a Universidade Federal do Maranhão implantou na última terça-feira, no Campus de Bacabal, a 246 km de São Luís.
O novo curso se difere dos outros pela divisão em duas partes: tempo universidade e tempo escola comunidade. O primeiro seria o tempo que os alunos vão passar em salas de aula estudando os conceitos e teorias científicas. Enquanto o segundo é o momento em que os alunos retornam para as suas comunidades a fim de colocarem em prática o que aprenderam, mas sempre com a supervisão de um professor orientador.
O curso integra a política de qualificação docente do Governo Federal e tem como objetivo propiciar formação de nível superior para professores que atuam na educação do campo, de forma a contribuir para a melhoria de qualidade da educação no Maranhão.
O reitor Natalino Salgado disse que a chegada desse curso é, sobretudo, o resultado da conquista dos movimentos sociais para garantir os seus direitos. E lembrou do líder camponês Manoel da Conceição, que foi agraciado pela UFMA com o título de Doutor Honoris Causa em reconhecimento à sua incansável batalha à favor dos trabalhadores rurais e dos sem terra. Salgado também se comprometeu a apoiar toda e qualquer ação necessária para o fortalecimento do curso. “A UFMA não medirá esforços para o desenvolvimento deste curso, com solidez e qualidade, de modo que Bacabal seja uma das referências em educação do campo, assim como temos trabalhado com todo afinco na interiorização das ações de nossa Universidade", enfatizou. 


Prefeitura reforça educação inclusiva com entrega de equipamentos para coral de surdos


A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), reforçou a política de educação inclusiva estabelecida pelo prefeito Edivaldo. Na manhã desta quinta-feira (8), educadores da Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Maria Alice Coutinho receberam equipamentos que complementarão o trabalho já desenvolvido. Foram entregues um microfone, uma caixa de som e um datashow à coordenação do coral "Melodia com as Mãos", projeto que já existia há oito anos na rede municipal de ensino, mas que foi retomado em 2014, na gestão do prefeito Edivaldo, a partir do esforço do corpo pedagógico da escola.
"A política do prefeito Edivaldo Holanda Júnior para a Educação objetiva formar cidadãos e construir uma educação cada vez mais inclusiva.. Além disto, temos o desafio diário de construir uma educação cada vez mais inclusiva na rede municipal de ensino. A entrega desses equipamentos foi executada tendo esses dois princípios da gestão. Desejamos que os novos equipamentos possibilitem às professoras dar continuidade ao valioso trabalho que já desenvolvem na escola com nossos educandos", almejou o secretário municipal de Educação, Geraldo Castro Sobrinho, durante a visita que oficializou a entrega dos equipamentos à escola.
"Estou imensamente feliz com esses presentes, que, para nós, foram de Natal. Gosto muito de vir estudar na escola e ainda de participar das atividades do coral, quando as pessoas me veem cantando com mãos durante as nossas apresentações. Esses equipamentos irão nos ajudar a olhar, sentir e entender melhor as músicas que cantamos com nossas mãos", afirmou o estudante de 11 anos da classe regular de educandos surdos da U.E.B. Maria Alice Coutinho, Danilo Sousa Santos, através da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

ENSINO
O corpo pedagógico da escola destacou a importância do coral para o desenvolvimento das habilidades e competências dos estudantes surdos. Mariluce Amorim, professora da classe regular de estudantes surdos da escola, explicou que o equipamento vai ajudar a entender melhor as músicas. "A aprendizagem do surdo é visual, então com o datashow eles poderão compreender a letra da música. E com a caixa de som vão poder sentir a vibração do som", explicou Mariluce.
"Com o coral, temos possibilitado ao educando o desenvolvimento da leitura, da escrita, da expressividade, da afetividade e da sociabilidade. Além disso, a participação dos estudantes no projeto eleva a autoestima deles e ainda faz com que se sintam mais cidadãos. Por isso, a entrega desses novos equipamentos foi de grande valia para a Educação de nossos estudantes", disse a intérprete de Libras da escola, Milca Matos.