terça-feira, 7 de janeiro de 2014

FOLHA DESTACA OPINIÃO DE FLÁVIO DINO SOBRE A ONDA DE VIOLÊNCIA NO MARANHÃO

flavio dino
O jornal Folha de São Paulo, na edição desta terça (07), destacou a opinião de Flávio Dino (PCdoB) sobre a forma como o Governo do Estado do Maranhão vem tratando a crise penitenciária que se agravou desde as rebeliões ocorridas em 2013.
“A oligarquia Sarney só se sustenta com ajuda federal. Só que, desta vez, demoraram demais para reconhecer a própria incompetência,” disse o pré-candidato ao Governo do Maranhão à coluna Painel, da Folha de São Paulo.
Mesmo com o agravamento da crise de Segurança Pública no Maranhão, somente ontem a cúpula do governo Roseana Sarney resolveu aceitar ajuda do Governo Federal para solucionar o problema. Com 60 presos mortos em 2013 e já dois presos mortos em 2014, o Governo do Estado demorou a assumir que precisava de ajuda.
Na edição desta segunda (06), no Jornal da Globo, Renata Lo Prete (comentarista do telejornal) destacou que o atraso na tomada de providências por parte do Governo do Estado deveu-se à preocupação apenas com as eleições de 2014.
“Até a situação ficar insustentável, a governadora Roseana Sarney, do PMDB, se mostrava mais preocupada em refutar as críticas, de olho nos adversários da eleição de outubro, do que em encarar a gravidade do problema,” disse a jornalista.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

GESTÃO: funcionários públicos de Nova Iorque deixam de trabalhar porque a energia da prefeitura foi cortada por falta de pagamento

Os funcionários públicos da  Prefeitura de Nova Iorque, há 560 quilômetros de São Luís, (Região do Médio Sertão) amanheceram nesta segunda- feira, 6 de janeiro,- sem poder trabalhar. Desde a semana passada que a energia foi cortada pela Cemar por falta de pagamento. Também os prestadores de serviço não recebem seus salários há três meses. Uma zeladora que recebe R$ 300,00 por mês falou que ficou sem natal no ano passado .
prefeito Airton com Hildo Rocha: assinatura de convênios
E não foi por falta de dinheiro que fatos como este estão acontecendo na gestão do prefeito Airton Mota(PMDB). Durante o ano de 2013, o Governo Federal repassou mais de R$ 5 milhões de reais. Sem contar com os convênios firmados com o Governo do Estado. Na foto, o prefeito aparece com o secretário de cidades e desenvolvimento urbano  Hildo Rocha assinando vários convênios para o município.
O certo que a mudança que muitos candidatos pregaram para vencer a eleição, não vem sendo colocada em prática. Nova Iorque foi comandada por um oligarca que durante mais de 35 anos sufocou o crescimento econômico do município e matou a esperança do povo dessa cidade.  Airto Mota veio do município de Pastos Bons - ganhando uma eleição, derrotando no cargo o prefeito Gustavo Guimarães, filho do oligarca João Luis Freire Guimarães. O novo prefeito alega que pegou a prefeitura em terra arrasada.   Mas pelo visto já começou muito mal


PARCERIA: GOVERNO DO ESTADO E PREFEITURA DE SÃO LUÍS

A grande verdade é que nem a governadora Roseana Sarney(PMDB) e muito menos o prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Junior(PTC) têm interesse em trabalhar em parceria para unir força e resolver  os problemas da capital. Tudo em nome da politicagem.
 O cidadão comum não está nem aí, na altura do campeonato, para a política partidária  envolvendo oposição e situação. Quer saber se  o serviço foi feito. Água na torneira,  asfalto na rua, saúde e educação de qualidade. Isso que importa. Pouco interessa quem o fez.

  Na verdade, o eleitor só se envolve no processo eleitoral a poucos meses antes da eleição. E não é pelo fato do prefeito ter feito uma obra junto com o governador que ele vai deixar de escolher o melhor. O eleitor sabe diferenciar as decisões dos gestores, na hora de fazer política e trabalhar.

domingo, 5 de janeiro de 2014

IMPUNIDADE: PREFEITO DE SANTA INÊS DESAFIA A JUSTIÇA DO MARANHÃO, no caso do assédio sexual contra a juíza Tupinambá

Ribamar Alves duvidando da Justiça
O prefeito de Santa Inês Ribamar Alves (PSB) pode ser preso a qualquer momento. O pedido de prisão foi deferido pela juíza LarissaTupinambá da comarca do município ao Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. O pedido vai ser   analisado essa semana pela presidente do TJ do Maranhão a desembargadora Cleonice Freire.
juíza Larissa Tupinambá, vítma
O pedido de prisão de Ribamar Alves  feito pela juíza Tupinambá foi motivado por assédio sexual praticado pelo prefeito contra a magistrada durante uma audiência no fórum da cidade no mês de dezembro. O caso ganhou grande repercussão na imprensa que motivou a Associação dos Magistrados do Maranhão a sair com uma nota defendendo a juíza e condenando a atitude do prefeito de Santa Inês. “Foi um atentado contra o gênero feminino, contra a mulher, mas que um atentado contra os magistrados. Não podemos aceitar um comportamento desses”,  declarou ao G1 o presidente da AMMA  Gervásio dos Santos Junior.

desembargadora Cleonice Freire cuidando do caso
O que vem chamando a atenção no caso,   é o comportamento inadequado  do ex-deputado federal Ribamar Alves de não acreditar em punição da Justiça contra ele por ser prefeito de uma cidade importante do Maranhão.  Na cidade de Santa Inês o prefeito deixa circular  que não vai acontecer nada  contra ele pelo fato de sua assessoria ter relações de parentesco com gente muito influente da alta cúpula do Tribunal de Justiça do Maranhão. Depois desse desafio à Justiça, baseado numa  suposta tentativa de usar de tráfico de influência,  vamos ficar de olho e esperar o desenrolar dos acontecimentos.

sábado, 4 de janeiro de 2014

DESOCUPAÇÃO DAS TERRAS DOS AWÁ-GUAJÁ COMEÇA NA SEGUNDA PELO EXÉRCITO:Satélites mostram que 32% do território indígena já foi desmatado. Não índios terão 40 dias para deixar a área antes da derrubada de casas e fechamento de estradas

CLEIDE CARVALHO (O GLOBO) 
SÃO PAULO – O governo federal inicia a partir de segunda-feira o processo de desintrusão da Terra Indígena
Awá-Guajá, no Maranhão, onde vivem os mais de 400 indígenas do povo Awá, um dos últimos caçadores e coletores do planeta. Em agosto passado, O GLOBO publicou uma série de reportagens da colunista Miriam Leitão, com fotos de Sebastião Salgado, com o título Paraíso Sitiado, sobre os awás-guajás.
Alvo de contante exploração ilegal de madeira, a Terra Indígena Awá já teve 34% de sua área desmatada, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o que equivale a 400 km² de floresta amazônica derrubada ilegalmente. Entre junho e dezembro passados, o Ibama, com apoio do Exército, realizou operações de fiscalização na região da TI Awá, divisa entre Maranhão e Pará, onde estão também a Reserva Biológica Gurupi e as terras indígenas Terra Indígena Alto Turiaçu e Terra Indígena do Alto do Rio Guamá.
A operação, denominada Operação Hiléia Pátria, resultou no fechamento de 27 serrarias no entorno da TI Awá e da Reserva Biológica Gurupi e foram apreendidos cerca de quatro mil metros cúbicos de madeira retirada dessas áreas. As multas aplicadas atingiram R$ 2,5 milhões até o dia 8 de dezembro passado.
A TI Awá abrange parte dos municípios de Centro Novo do Maranhão, Governador Newton Bello, São João do Caru e Zé Doca. Nesta sexta-feira, o Exército iniciou a montagem da base da operação em São João do Caru.
A partir de segunda, oficiais de justiça começarão a notificar os não índios que estão dentro da terra indígena para que saiam voluntariamente. Eles terão prazo de 40 dias para sair. Depois deste prazo, serão emitidos mandados de remoção dos não índios e mandados para destruição de construções e estradas na área.
Pequenos agricultores serão transferidos a assentamentos de reforma agrária. Imagens aéreas feitas em setembro de 2013 pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) indicaram em torno de 300 construções.
Por determinação da Justiça, a partir de segunda-feira estará disponível o Disque 100 para informações e denúncias sobre o processo de desintrusão. O serviço será operado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, 24 horas por dia, e as ligações são gratuitas.
O juiz José Carlos do Vale Madeira determinou ainda a criação do Comitê de Desintrusão da Terra Indígena Awá-Guajá, com participação do governo do Maranhão e da Ordem dos Advogados do Brasil – Maranhão.
Os awá-guajá estão presentes em quatro terras indígenas no Maranhão – TI Caru, TI Awá e TI Alto Turiaçu e Araribóia e ainda hoje há grupos isolados. A TI Awá foi reconhecida em 1992 e homologada por Decreto Presidencial em 2005. Apesar disso, é alvo de invasores. Os indígenas têm a caça como base de sua vida social e ela determina o padrão de ocupação tradicional do território, de grande dispersão.