quarta-feira, 6 de março de 2013

A REVOLUÇÃO DO BOLSA FAMÍLIA: 50% DOS PREFEITOS DO MA PERDERAM NO CARGO



crianças que dependem do Bolsa Familia na Reserva Extrativista , Chapadinha
foto:Zeqroz
As últimas eleições tiveram um efeito  revolucionário do ponto de vista da disputa do poder pelo poder nas prefeituras municipais. A mudança  de  atitude na cabeça do eleitor  refletiu no resultado da eleição.  Na última disputa caiu por água abaixo a máxima de que prefeito no cargo não perderia eleição. No Maranhão, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral, 50% dos prefeitos perderam no cargo. Até agora não vi nenhum especialista se manifestar sobre o tal fenômeno eleitoral que pelas características, parece ser definitivo. O certo é que, daqui pra frente, o prefeito que não trabalhar direito o povo tira sem piedade.
Mas essa inquietação  sobre a falta de uma resposta de cunho cientifico me levou a buscar uma justificativa de forma empírica. Recentemente estive  na Região  do Médio Mearim, exatamente  no município  de São Raimundo do Doca Bezerra, que fica há  350 quilômetros da capital. Cidade pequena, desses novos municípios recentemente criados. Só uma estrada de piçarra dá acesso à sede do município. Foi exatamente lá que fui buscar uma resposta surpreendente para o fenômeno eleitoral.
cartão do Bolsa Família
Num bate papo  informal com um agricultor toquei no assunto e  levantei o fato do alto índice dos prefeitos terem perdido  no cargo.  Antonio de Sousa – Trabalhador rural, figura de pouco estudo, mas de muito conhecimento acumulado sobre a vida. Para minha surpresa, ele afirma que o fenômeno dos prefeitos terem perdido  no cargo estava ligado  a distribuição de renda do Bolsa Família . “Aqui antes do programa  todo mundo vivia pedindo esmola na porta da prefeitura”, afirma de forma categórica. Ele diz ainda que antes,  o remédio, a comida tudo dependia do prefeito. E finaliza, “hoje com  ajuda do Governo Federal, através desse programa juntando com  o dinheiro da aposentadoria rural dos idosos tudo mudou, finalizou.

 Hoje segundo uma pesquisa do Jornal O Globo, a cada 3 famílias no interior do Brasil,  2 recebem o beneficio de R$ 97,00(noventa e sete reais). São 12 milhões de famílias recebendo mensalmente o beneficio do Governo Federal, com distribuição de 1.4 bilhão de reais.

terça-feira, 5 de março de 2013

OPOSIÇÃO DO MARANHÃO: FALTA DE PROPOSTA PARA DESENVOLVER O ESTADO E MUITO BLÁ BLÁ CONTRA SARNEY

simbologia da oposição do Maranhão

Desde quando cheguei  aqui em São Luis no final da década 80, vindo do interior de Nova Iorque, que ouço a oposição  falar mal do Sarney e usar somente isso como discurso de palanque. Proposta para desenvolver o Estado, nada! A oposição não tem  proposta e nunca teve para enfrentar o mal que assola o Estado há quase 50 anos. A eleição para o governo em 2014 se aproxima e o blá blá continua o mesmo. O Sarney. Sem falar no cofo de caranguejo que sempre foi a oposição.    
Acompanhe um dia um dos líderes da oposição pelas suas andanças pelo Maranhão e observe se algum deles tem sensibilidade e propostas para resolver as mazelas  do Estado. È só picuínha eleitoreira contra Sarney para ensaboar o povo e se eleger. A ligeira passagem do Governo Jackson demonstrou essa falta de projeto e de preparo da oposição para administrar o Estado. O que se via no curto tempo  de Jackson  era uma repetição de vícios dos governos anteriores e uma  corrida maluca das lideranças para se locupletar com a coisa pública.
Vamos aos fatos! Que novidade apresenta hoje  a oposição ao governo do Maranhão   para vencer as eleições em 2014? Nada!   Novidade mesmo só o perigo da simbologia do velho “salvador da pátria”. Candidato bambu. Verde por fora e oco por dentro. Que fale mal do Sarney! Mas por favor, apresente um contraponto que faça com que o povo tenha uma esperança verdadeira de mudança.  Chega de embromação!

PREFEITURA DE SÃO LUIS INICIA PROJETO DE ARBORIZAÇÃO DA CIDADE



ipê roxo
 Foi iniciado na manhã desta segunda-feira (04) um programa de arborização que irá se expandir por toda a capital ludovicense, iniciativa da Prefeitura de São Luís. As ações começaram na Avenida do Vale, no Renascença, onde foram plantadas oito mudas de árvores nativas, constituídas por mudas de pau-brasil, jacarandá, sibipirunas e oitis.
piqui muito encontrado na Reserva do Rangedor
Segundo o engenheiro agrônomo do Instituto de Paisagem Urbana (Impur), Salim Bakuil, a preocupação atual é a arborização de praças comunitárias, avenidas, ruas e trechos do Centro. Há cerca de mil mudas de árvores nativas e palmeiras a serem plantadas na capital. “Mais do que melhorar a estética da cidade, projetos como esse aumentam a qualidade de vida da população. É este nosso objetivo”, afirmou.
De acordo com ele, o plantio de novas árvores irá recuperar o carbono perdido com a poluição e diminuir a temperatura, elevada graças às ilhas de calor comuns na cidade. Nas próximas semanas, o Instituto continuará o programa de arborização urbana e dará início a novos projetos paisagísticos. 



segunda-feira, 4 de março de 2013

SALMÃO: O PRIMEIRO ANIMAL TRANSGÊNICO QUE PODE SER LIBERADO PARA O CONSUMO HUMANO

natural do Pacífico

O salmão pode ser o primeiro animal geneticamente modificado com o objetivo de aumentar a oferta de alimentos no mundo. As pesquisas sobre o primeiro peixe transgênico estão bastante avançadas nos Estados Unidos. A empresa de biotecnologia AquaBounty trabalha no Canadá para criar ovas de um salmão transgênico do Oceano Atlântico. Essas ovas podem se tornar salmões parecidos com seus primos naturais, mas deve chegar ao seu tamanho máximo duas vezes mais rápido.
peixe muito saboroso
A empresa tenta há 17 anos obter a aprovação oficial para que seu produto chegue à mesa do consumidor, mas aprovação está muito perto de acontecer. A FDA -  agência que regula alimentos nos EUA, acaba de se manifestar de forma favorável.  Com a autorização, o salmão seria o primeiro animal   genericamente modificado para uso na alimentação humana.




ovas modificadas geneticamente
O salmão, da espécie selvagem, encontrado Atlântico, contêm genes extras da espécie Chinook do Pacífico,  e de enguia, o que fazem crescer mais rápido. Mas como qualquer pesquisa transgênica com animais sempre traz preocupações dos ambientalistas e da Federação Atlântica Protetora do Salmão. Eles temem que o peixe modificado entre na natureza,  procrie e contamine o ecossistema.


o peixe que deu nome a cor
A cor  do salmão é devido a um pigmento chamado astaxantina. O salmão é basicamente um peixe branco. O pigmento vermelho é feito através das algas e dos organismos unicelulares, que são ingeridos pelos camarões do mar; o pigmento é armazenado no músculo do camarão ou na casca. Quando os camarões são comidos pelo salmão, estes também acumulam o pigmento nos seus tecidos adiposos. Como a dieta do salmão é muito variada, o salmão natural toma uma enorme variedade de cores, desde branco ou um cor-de-rosa suave a um vermelho vivo.

sexta-feira, 1 de março de 2013

SUZANO DESISTE DE IMPLANTAR FÁBRICA EM CHAPADINHA



fábrica da Suzano 
A Suzano  não vai mais se instalar na Região do Baixo Parnaíba. A gigante mundial do papel e celulose desistiu de montar uma fábrica que estava prevista para ser instalada no município de Chapadinha. Alguns fatores foram determinantes para a desistência da empresa de investir na região. Os conflitos sociais e os impactos   ambientais provocados pela implantação do projeto  inviabilizaram economicamente a instalação da fábrica.  Outro fator que foi decisivo para  a desistência  da multinacional  para o município foi a falta de incentivos fiscais e de infraestrutura oferecido pelo do município.
atual prefeita Belezinha
foto: Zeqroz Neto
A prefeita Ducilene Belezinha desconfiou de um acordo firmado entre a os executivos da empresa e a gestão da ex-prefeita Danubia Carneiro. A ex-prefeita tinha oferecido incentivos fiscais para atrair o investimento, estrada e energia no local da fábrica.  Por falta de transparência no acordo, Belezinha não teve como cumprir o acordo. Segundo a assessoria da atual prefeita, a nova gestão não teve como saber como foi feito o acordo, e por isso inviabilizou a instalação .


ex-prefeita Danúbia Carneiro
O impacto ambiental provocado por esse tipo de investimento no Estado,  segundo alguns analistas econômicos, é maior que qualquer retorno financeiro ao município. Um grande projeto como esse deixa muito pouco para o município. A geração de emprego é pequena e os impostos arrecadados também. Com a ocupação de grandes áreas para o plantio  vem sempre  o gargalo da monocultura que   acompanha esse tipo de projeto.  O resultado é um solo  degradado  causando  prejuízo para a flora e fauna da região. O plantio é conhecido por ambientalistas mais radicais como deserto verde pelo fato de deixar poucos dividendos para a população local, e grandes impactos ambientais provocados pelo desmatamento.